quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Portugal é o 9º país mais seguro do mundo

O nosso País figura entre os mais pacíficos do Mundo ocupando o nono lugar em matéria de segurança, segundo uma tabela divulgada esta terça-feira pelo Intelligence Unit, o centro de investigação da revista britânica ‘The Economist’.

A Noruega lidera o quadro dos mais seguros, seguida da Nova Zelândia, Dinamarca, Irlanda e Japão.


Correio da Manha - 30.05.2007

Acerca do STJ que acha que um miúdo de 13 anos tem vontade de ser continuamente violado...

Está na moda comentar decisões judiciais. Ainda bem, a democracia agradece. O que já é mais questionável é que alguns dos comentadores de plantão, porventura os mais ácidos e solícitos, provenham das magistraturas, com claras perdas ao nível da independência ou da autonomia, conforme os casos. E não me refiro à mera observação de circunstância sobre ponto acessório da decisão, à questão de fundo claramente desenquadrada do caso concreto ou à opinião fundamentada em revista técnico-científica da especialidade. Refiro-me à crítica directa, na comunicação social, ao teor da decisão, à prestação dos julgadores – coisa que se não fosse vedada por lei, como é, devia ser evitada por elementares considerações de ética profissional.

Pois, de facto está muito bem. As decisões dos tribunais só deveriam ser comentadas por quem não percebe nada do assunto.
Seja como for, a qualidade profissional desses comentadores exigiria, ao menos, por uma questão de pudor, que se dessem ao cuidado, maçador ainda, de ler o que criticam (e, já agora, se não fosse pedir demais, recolher informação elementar sobre o tema em discussão). Assim, iam-se os anéis mas ao menos ficavam os dedos.

Nahhh, isso dá tanto trabalho como ler aquilo que se escreve...

A propósito disto

terça-feira, 29 de maio de 2007

Amanhã é dia de greve

Amanhã é dia de mais uma greve geral. Pretende-se, com ela, protestar contra a "precariedade", a "flexiguransa", "desemprego" e "desigualdades".

Importa fazer algumas reflexões:
1. O principal objectivo do governo é reduzir o défice. Quando há greve os trabalhadores não recebem salário. Logo, cada dia de greve representa uma redução de cerca de 0,3% dos custos com o pessoal (supondo que toda a gente adere, e ignorando os custos extra para assegurar serviços mínimos). Logo, a greve ajuda o governo com a redução de custos.

2. Por outro lado, a greve como forma de protesto contra o Governo é uma arma de eficácia duvidosa. Porque não são os membros do governo que são prejudicados. São todos os utilizadores dos serviços públicos: as crianças que não vão ter mais uma aula, os doentes que não serão tratados nesse dia, as pessoas que não terão transporte para chegar ao trabalho e precisam do dinheiro, as empresas que precisavam daquele dia de trabalho para entregar uma encomenda vital para fugir à falência... Os grevistas afirmam-se contra o Governo, mas exercem o seu poder sobre o povo português, especialmente aquele que tem menos posses.

3. Há formas alternativas de protesto. A manifestação simples, buzinões, a greve de zelo, a recolha de assinaturas para abaixos assinados ou referendos (se cada grevista assinar, dá para fazer referendos para muita coisa), a manifestação da vontade popular através do voto. Ou então coisas mais simples, como mega-buzinões à porta do palácio de S.Bento ou na AR, etc. etc.

4. A greve dos funcionários públicos sofre de dois problemas de base. O primeiro já referi - como são pagos pelo povo português, a greve é contra o povo português. O segundo é que uma greve só é credível quando o grevista arrisca alguma coisa. Nas empresas privadas, uma greve mal pensada pode resultar na falência da empresa. No sector público, aconteça o que acontecer, os grevistas mantém o emprego. Logo, existe sempre um incentivo a pedir maiores benefícios - o custo de oportunidade é quase nulo.

5. A prova de que existe um incentivo à reinvindicação, é que os objectivos desta greve são generalistas. Primeiro, é uma greve "contra". É raro ver uma greve "a favor" de uma nova medida (que não seja aumentos salariais), mostrando uma postura proactiva. Depois, é uma greve não se sabe bem contra o quê.
- Contra a precariedade do emprego? Bem, eu sou contra a precariedade, mas o que é que se pretende neste aspecto? Acabar com a legislação que permite a precariedade (tendo em conta que a alternativa é a inexistência de emprego)?
Dar formação aos desempregados para permitir reconversão de trabalhadores?
- Contra a flexigurança? Ou seja, contra uma conceito abstracto ainda não definido? Ou seja, ser a favor dos direitos dos trabalhadores (manutenção do emprego), mas contra os direitos dos desempregados (ter hipóteses reais de conseguir um emprego)?
- Contra o desemprego? Quanto a esta, mais vale ser contra as batatas fritas. Os Governos dificilmente criam empregos, quanto muito transferem empregos entre momentos diferentes no tempo (endivido-me hoje para gastar criando emprego, pago amanhã através de impostos que reduzem o consumo e logo o emprego). Normalmente, os governos apenas destroem empregos, através de impostos demasiado altos que são mal gastos (em boys, concursos para os amigos e obras megalómanas). Desafio quem quer que seja a provar-me que um governo consegue criar empregos sem ser através de educação (em particular educação para o empreendedorismo) e investimento em infraestruturas).
- Contra as "desigualdades"? What does this mean? Contra que desigualdades? Contra a desigualdade de tratamento do que é igual? Contra a desigualdade de oportunidades? Contra a desigualdade de rendimento para trabalhos semelhantes? Ou contra a desigualdade decorrente do mérito ou das escolhas individuais?

Enfim...basicamente estou para aqui a protestar porque percebo que o país (e consequentemente muitos dos cidadãos) enfrenta uma grave crise. Não compreendo que soluções é que uma greve que protesta contra tudo (logo, protesta por protestar) pretende trazer. Pessoalmente, quando estou insatisfeito com o Estado:
1. Faço pela minha vida
2. Peço que o Estado se meta menos na minha vida.
Sinceramente, não me ponho a protestar contra o Estado para lhe pedir mais coisas. É que quase sempre que ele dá mais qualquer coisinha aos portugueses com uma mão, vai buscar com a outra ainda mais do que deu...

Nota: Simpatizo com as greves, com os grevistas, com as manifs, com a manifestação do povo. Não simpatizo com greves planeadas em cima do joelho que não tenham um objectivo concreto. As greves servem para protestar contra (ou para forçar) uma decisão específica de um governo. O voto para protestar contra a actuação global. Usar a greve para este último fim só a descredibiliza e a torna ainda menos eficaz (todos os ultimos governos têm enfrentado greves gerais sem sofrer mossa. Será diferente desta vez?)

Nota2: Isto lembra-me as greves estudantis, que protestam contra políticas generalistas para o ensino superior, quase sempre sobre o seu financiamento, mas que nunca tentaram sequer "limpar" o sistema de ensino dos professores que não corrigem os exames (ou corrigem de forma duvidosa), que têm critérios arbitrários e alunos preferidos, ou que dão "matéria" obsoleta há 15 anos. O ensino superior pode ser uma porcaria, mas desde que seja gratuito (e de preferencia fácil de acabar o curso) está tudo bem...

domingo, 27 de maio de 2007

Curtas

1. Telefonei outro dia para a Câmara Municipal de Caminha. Esteve a tocar durante bastante tempo e, como estaria a incomodar quem estava no atendimento telefónico, alguém do outro lado decidiu levantar o auscultador e pousá-lo imediatamente, cortando a ligação. É caso para dizer, "no serviço público, o público é uma maçada"...

2. Estive hoje no "Senhor de Matosinhos". A igreja, como sempre estava lindissima, e a festa animada. A procissão é que estava muito fraquinha. Vi passar escuteiros (ou seriam "escoteiros"?), acólitos, uma imagem de cristo crucificado, padres, representantes da câmara, os mordomos, e uma banda a tocar marchas fúnebres. Mas que raio, é Pentecostes e ainda estão a comemorar ("co" - em conjunto, "memorar" - lembrar) o Cristo crucificado? E só uma imagem? Acho que alguém precisa de ir ao Minho para perceber o que são procissões...

3. Nani é claramente o jogador do ano. Alguns podem dizer que foi Quaresma. Estão enganados. Claramente Nani ajudou muito mais o FCP a ser campeão. A sua venda seria claramente um grande reforço para o Sporting.

4. Mário Lino continua nas anedotas. Depois do "
Jamais", veio afirmar que se for necessário (i.e. se a NAV voltar a confirmar que a OTA não serve) irá recorrer a uma consultora "independente" que apresente os valores "verdadeiros e fidedignos". Claro está, os valores que Mário Lino já "calculou" há muito tempo...

5. Um novo projecto está na Blogosfera. O
Norteamos procura a promoção do desenvolvimento económico e social do Norte de Portugal procurando formar opinião e aconselhar os seus habitantes. Sem dúvida para adicionar aos favorites (só ainda não pus um link porque ainda não pus o campo de links).

quinta-feira, 24 de maio de 2007